Quarta-feira, 23 de Novembro de 2005

A nossa Nina...

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A linha que separa a alegria da tristeza, o amor do ódio, a vida da morte, é incrivelmente frágil e pequena…
De um dia calmo, tranquilo, repleto de carinho, amor, esperança… paz…. Surge uma noite horrível, com a nossa pequenina em sofrimento… depois de tanta esperança em te salvar, depois de tanta pica, com os recém veterinários Pedro e Sandra a tentarem dar o melhor… surge algo que não podíamos fazer nada…
A dor que sinto por teres ido embora é enorme… o sentimento de perda é algo que ainda não sei lidar bem, a morte é algo que ainda não percebo, e tenho dificuldade em aceitar… mas no teu caso, o que mais me dói, e não sai da minha cabeça, é o sofrimento que tiveste para ir embora… a tua respiração aflita, os teus olhos pequeninos, pretos redondinhos, a pedir para eu fazer alguma coisa para acabar com aquela dor, o teu medo na maca do veterinário, o teu choro, como corrias para mim, para te abraçar…
Não consigo esquecer dos teus olhos, da tua alegria de me ver horas antes de morreres nos meus braços a chorar, que impotência…
Esta noite, ouvi o teu choro, acordei assustada olhei em volta, não te vi, não ouvi as tuas patinhas no na madeira, não vi o teu rostinho pequenino a tentar subi para a cama… de manha já não foste morder os dedos dos pés do Pedro, enquanto ele dizia que estavas recuperada, já mordias e tudo…
De despedida tive a tarde de domingo deitados no sofá, os 5, descansados, longe que isto podia acontecer assim… tão repentinamente e tão dolorosamente…
O Cortês diz que estás com o Gastão Maria, algures, numa espécie de mundo perfeito, onde a dor e a maldade não tem lugar… quero acreditar que é verdade, contra todo o cepticismo que faz parte da minha personalidade… mas o que tenho é os teu sofrimento nos meus braços, é a vida que insistia em amarra-te aqui com tantas dores… desculpa se errei, desculpa se não mandei o veterinário tirar-te ali a vida, pensei que houvesse solução… pensei errado, e isso custou mais 3 horas de sofrimento…
Cada animal que vejo sucumbir á morte, fruto da irresponsabilidade e maldade humana, embora desespere, faz com que tenha a certeza, que juntos, com empenho e trabalho, podemos trabalhar na resolução deste problema…
O que me incomoda e me faz tortura, é o tempo que tudo demora, cada minuto que atrasa, mais um animal sofre…
Pedi á natureza para te levar depressa naquela manhã, para não sofreres, peço todos os dias á natureza para iluminar os homens, para acabar esta enormidade de maldade, mentiras, falta de civismo, onde o homem coabita, calmamente, sem remorsos ou consciência… Não é o mundo que tem de mudar, são os homens que tem de ser tratados, ensinados e culpabilizados…

Sandra Duarte Cardoso
publicado por Sandra Cardoso às 17:07

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