Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

México!

Há cerca de 3 semanas estive no México, no sul, Riviera Maya.

País quente banhado pelo fabuloso mar turquesa das Caraíbas, terra de grandes civilizações como os Maias, Aztecas etc.. Civilizações grandes em todos os sentidos, na arte, na ciência, na astronomia, e num aspecto que me surpreendeu e fascinou!
As cidades destas civilizações comportavam milhares de pessoas e construções enormes, no entanto tudo isto era implementado no meio da selva e em perfeita harmonia. Os homens respeitavam a natureza e ela dava tudo o que eles precisavam para sobreviver, agua, comida, pedra, fogo, paz...

Porque não é assim connosco! Já não falo em vivermos na selva, mas em respeitar a natureza, uma vez que é ela que nos dá o ar para respirar, o céu para sonhar, o mar para navegar, o sol para nos aquecer o corpo e a alma, o vento para nos beijar, a agua para nos lavar.
Foi ela que nos deu tudo para sermos a espécie dominante, para descobrirmos coisas maravilhosas como a poesia, a musica, a arte, a ciência.

O amor, todos os seres sentem e expressam, nas lambidelas que dão aos filhos, na fidelidade que os lobos demonstram pelos seus parceiros, escolhem um amor que os acompanha até á morte! Os elefantes choram os seus mortos, e lembram sempre o sítio onde tombaram e ficarem para a eternidade, quando as ossadas ainda estão no local, acariciam os restos mortais e choram em grupo, pelos que partiram e deixaram saudade! Por isso temos montanhas de provas que indicam que tal como nós, e talvez mais verdadeiramente, os animais amam os seus filhos, os seus conjugue, choram os seus mortos, sentem saudades, raiva, amor, ciúmes!

Vejo pelos bichinhos lá de casa, como se dedicam aos filhos, como os ensinam, protegem e acariciam, como recebem os visitantes menos afortunados e partilham a sua comida, agua, cama e a dona. Como choram quando me sentem triste, como demonstram a sua paixão a cada chegada a casa, a cada brincadeira.
Temos tantos exemplos de bondade por parte dos animais, tantas lições da mãe natureza, boas experiências de antigas civilizações, e mesmo assim, que caminho é este que tomamos, de destruição alucinante, de ódio, de guerra, sofrimento. Ainda no México, quem acabou com o modo de vida dos descendentes dos Maias e dos Aztecas, foi a Civilização Moderna, com as suas armas, mentiras, traições, com a sua religião perpetuada por homens sem escrúpulos, que vêem numa historia de amor, o veiculo ideal para a sua fome de riqueza e poder!

Na minha aventura por terras Mexicanas visitei um cemitério peculiar, as campas, ao contrário das nossas lápides sóbrias e tristes, têm pequenas obras de artes, esculturas, construções, objectos de madeira, versos, coloridas e cheias de imaginação.
Uma delas, consistia numa reprodução em tamanho real de um cão! Pelo que percebi era o cão do falecido, que a família fez questão de deixar o marco mais importante da vida daquele homem, o seu fiel amigo! Numa inscrição diziam que o seu amigo de uma vida o encontraria na morte e para toda a eternidade. Fiquei estupefacta, pela fabulosa reprodução do animal que parecia estar a guardar o túmulo do seu amigo, e pelas palavras que escolheram para colocar na lápide, podiam colocar aquelas palavras do costume onde são incluídas por vezes pessoas que nem gostavam da pessoa em causa, e como é obvio não vão ter saudades!
Foram sinceros e não minimizaram a amizade que unia o cão ao dono, por não ser o convencional ou o mais ortodoxo! Deixaram na última morada a lembrança do amigo que o acompanhou pela vida até á morte...

Já sei que não é saudável nos dedicarmos só aos animais e como sublinha tantas vezes o meu amigo Mário e o meu Pai "é mais fácil lidar com os animais porque eles não nos contrariam", na minha opinião é mais que isso, é porque são fieis e porque são sinceros, porque não mentem, porque não nos esfregam na cara que nos amam nem nos cobram o amor que nos dão! Dão simplesmente, sem esperar receber nada em troca! Únicos, não acham? Até o amor mais sincero como o dos nossos pais traz cobrança! "Se eu fosse algum cão já tinhas tempo para mim.", "tens tempo para tudo menos para mim!", espero que ao menos saibas que te amo tanto, mas tanto que nem sei o quanto! Mas outras coisas precisam de mim, outras aventuras esperam por mim, outros mundos chamam por mim, e nem sempre o dia parece ter 24 horas!
Mas quase sempre parece ser minutos, com os quais pouco se fez! No entanto alguns dos supersónicos dias parecem ter valido a pena, e enchem o depósito de esperança para continuar em frente e para o lado e jamais para traz! Porque, "quem anda para traz é o caranguejo", refere o Serginho, entre outras frases como "quem gosta de velhos é bengala", sem tom ofensivo para a 3ª idade, mas para esclarecer que a sua faixa etária para o romance se situa abaixo dos 40 anos!

De regresso ao México, ao longo de quilómetros de cidades em ruínas destas civilizações, encontrei pequenas estátuas de animais domésticos como o cão, gato e menos domésticos, cobras, muitas cobras em pedra vi eu naquela terra! Também porque estava perto de Cancun que em Maia significa "Ninho de Cobras", uma vez que existem cerca de 52 espécies de cobras catalogadas na zona! Tantas coisas que tinha para partilhar convosco sobre aquela terra!
Nadei com peixes do tamanho da minha perna, toquei em bambis! Vi uma pantera negra!!! Linda!!! Obvio que não era o Eusébio!!!

Hoje não vou apelar á revolta, vou deixar que pensem e descubram uma forma para vivermos melhor em harmonia com a natureza e todos os seus habitantes! Como podemos de alguma forma tornar esta passagem menos difícil, menos destruidora, e mais harmoniosa, com os outros, com os bichos, com o todo!


Sandra Duarte Cardoso
www.sosanimal.com
Sandra.cardoso@sosanimal.com
publicado por Sandra Cardoso às 10:32

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