Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Em frente ao mar que nos viu apaixonar... nos vamos casar!

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Quando penso que a vida é em grande parte feita de acasos, fico estarrecida
com a importância que afinal, os detalhes ou mesmo pormenores pequenos, tem
na decisão da nossa vida, do nosso percurso!

Hoje, a 1 mês e pouco do nosso casamento, fico a tentar reviver pequenas
coisas, pequenas opções, que me colocaram naquele dia em frente ao mar, em
frente a ti…

Penso no que vivi até chegar ali, no que vivi depois de te conhecer, e o que
sinto, hoje aqui, sentada na nossa casa, contigo na sala, com o teu cheiro
misturado com o meu, com o dos nossos meninos… com o do nosso amor…

Sinto que a vida é agreste, que nos dá coisas maravilhosas, mas que para nos
fazer crescer como pessoas e não apenas como gente! Tem lições lixada… e
quando dizem que a vida é fodida, é uma crua e dura realidade!

Se tivesse que ir lá traz e mudar alguma coisa, talvez não o fizesse… Porque
todas as coisas más que passei fizeram com que eu fosse quem sou eu hoje, e
mal ou bem sou o que queria ser e como gostaria de ser!

E quando penso friamente, eu mereci algumas das coisas más que tive, porque
afinal fui eu que escolhi ir por ali, e encontrei as consequências das
minhas decisões conscientes ou não… Nada mata, sem ser a morte, por isso é
seguir em frente é estar pronta para encontrar o que afinal realmente
queria, e quando te encontrei não tive a noção que era contigo que ia
casar, como tu dizes ter tido! Não foi amor á primeira vista… mas é amor com
certeza! È algo que cresceu dentro de mim, que resistiu a diferenças grandes
que existiam entre nós, que resistiu a marcas do passado, a doidas varridas
mal formadas e psicóticas, este amor foi alimentado por um sentimento de
amor no seu estado mais puro e bonito… e o resultado é este! Vais entra no
clã Cardoso formalmente! Bem vindo meu amor!
publicado por Sandra Cardoso às 22:46

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Iris

O suposto artigo da semana, está francamente atrasado… há quantas semanas que não escrevo… Desculpem, mas o tempo não deixa que eu consiga fazer tanta coisa que gosto, e estas palavras tem sido uma das coisas que tem ficado para traz…

O artigo da semana como o Luis lhe chama, é uma espécie de canal da minha alma para vocês, ou do que se passa pela minha alma e que quero partilhar convosco, como se fosse uma espécie de grito no cimo da montanha… Um grito tantas vezes de esperança, tantas outras de desespero, e grande parte das vezes de impotência…

O mundo pouco ou nada mudou nestas semanas que não escrevi, e os nossos animais continuam a ser maltratados, esquecidos, mutilados, a cada esquina, em cada distrito, em cada casa… e nós, pouco fizemos perante tamanho desespero… ou se fizemos muito foi absolutamente anulado, pelas proporções gigantescas que este flagelo atinge a cada minuto… Mas foram poucos os homens que ousaram remar contra a corrente, mas foram eles que mudaram o mundo, por isso, numa espécie de causa impossível, cá vamos continuando, a correr, a chorar, a pedir… já não sei bem o quê!

Hoje vou vos falar de uma cadela especial… Veio o ano passado entre muitos outros animais adultos, do canil, triste, magra, com o desapontamento de ser largado no canil nos olhos… Viu morrer os seus bebes, e deve ter sido por ter engravidado que foi despejada no canil…

Depressa nos cativou pela sua doçura, pela seu frágil corpinho…

Não era um cão fácil de dar, era adulta, magra, em muito mau estado, e tinha aquele tamanho que as pessoas já acham grande por um lado, e não suficientemente grande por outro lado… era a chamada média… O aspecto físico não era atraente, não tinha raça, e já não era fofinha de cachorra… Foi a uma, duas, três campanhas, e no fim do dia, voltava para o canil… Para nosso desespero e dela… Nunca resistiu a entrar na carrinha, nunca esteve de mau humor, nunca deixou de cooperar nas fotos que tirávamos para fazer mais e mais anúncios, e nunca deixou de nos olhar com esperança! Esperança de ser naquela campanha, que ia finalmente encontrar o que tanto procurava… uma família, um carinho, uma casinha… Para ela, o nunca não existiu uma única vez, a partir do momento que nos conheceu, e embora cada um de nós temesse pela sua vida, ela nunca deixou de acreditar que um dia, ia ser a ela que uma família ia escolher e levar para casa!

È difícil esta tarefa que temos… Trazer os animais sem esperança para uma campanha, dar comida, carinho, passar o dia a tentar passar para as pessoas que eles sentem, sofrem e amam… que tal como os cachorros são lindos, e podem ser uns amigos espectaculares!

Mas o difícil, o difícil é acabar o dia e olhar para aqueles focinhos, já com esperança, já alegres, e um a um, voltar a mete-los na carrinha que os leva de volta à prisão, na qual estão sem que tenham cometido um único crime, sem que tenham feito absolutamente nada para merecerem semelhante castigo, sem que tenham desapontado os donos que lá os meteram, e por vezes, sem que tenham sentido o que é carinho, conforto ou segurança… Ao faze-lo sinto cá dentro que estou a trai as suas esperanças, e que os devolvo ao que pensaram jamais voltar…

Pois numa das campanhas, chegou uma família, todos de olhos claros como o céu, que não ficaram presos pelos cachorrinhos, nem pelos de raça, e sem temer o cheiro ou o aspecto da Íris, deixaram as suas filhas abraçarem a Íris, e ficaram os 4 de volta dela… e ela soube naquele momento, que a vez dela tinha finalmente chegado!

E para nossa alegria a Íris foi adoptada, e tornou-se a terceira filha desta família… Apareceu um mês depois, linda, gorda, feliz de rabo no ar, com as suas duas meninas, mãe e pai… Foi nos visitar vezes e vezes, lambia as nossas mãos grata por tanta alegria, e nos olhos dela a tranquilidade e amor tomaram cor… E assim podia escrever agora, que a Íris viveu feliz para sempre. Mas a vida não me deixa escrever isso, porque neste natal a Íris adoeceu, e embora tudo fosse feito, nada resultou, e ela pediu para que a deixassem ir… E no dia 23 de Dezembro… foi embora…

Não sei para onde, nem sei se para melhor, não sei como, não sei nada… só sei que ela soube e sentiu o que é ser amada, e foi uma das adopções que mais tranquilidade e esperança o que fazemos, nos trouxe…

A vida é algo que eu nunca vou compreender! Sinto que já vivi duas vidas, por tantas coisas já ter feito, por tantas coisas ter presenciado, por tantos mundos ter visitado… mas mesmo assim, nunca vou conseguir entender o porque desta organização das coisas, o porque de uns terem tanto e outros nada, o porque de serem os mais inocentes a sofrerem o pior, do porque da humanidade ser tão cruelmente egoísta, egocêntrica e estúpida… Mas a Íris entendeu sempre tudo melhor que eu, e mesmo no fim soube transmitir com o olhar a gratidão e amor que sentia pela família, pela vida, por todos…

Eu não soube o que dizer á mãe, nem ao pai, nem as pequenitas, não soube sequer dizer o que senti, o que pensei, o que chorei… só sei que não é justo, e sei que ainda não sei nada…

Da Íris vou guardar as suas entradas no pelo Alvito, pela mão das suas queridas meninas, pela mão dos pais orgulhosos, e do carinho que sempre espalhou por todos, pelos tratadores do canil, pelos voluntários do SosAnimal, pelas pessoas que passavam por ela, e não conseguiam entender o que é não ter nada e sentir tudo…

A Tania é que a baptizou de Íris, não sei porque, mas quero acreditar que foi pelo facto de ela ser um Arco-Íris de tolerância, carinho e ternura…

Cada vez que vir um arco-íris vou pensar em ti Íris, e em todos os animais que sonham como tu…

 

Somewhere over the rainbow…”

Sandra Duarte Cardoso

 

publicado por Sandra Cardoso às 20:05

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

vamos fazer alguma coisa?

Já começaram as chuvas… e o meu coração ficou ainda mais inquieto… penso e agora como estão os milhares de animais de rua espalhado por este pais… estão ainda mais tristes, estão certamente molhados, e vão adoecer… Suspiro, e por mais que inspire o ar, ele não chega para encher o meu peito, para acalmar esta dor, que teima em crescer, e teima em tomar conta do coração da alma e de tudo que tem vida em mim… E no meio de tudo, ainda fico revoltada comigo própria, porque estou a escrever estas palavras a falar de mim, e da dor que sinto! E eles… que pensam eles, que podem eles pensar, quando o dia é feito de fome, medo, frio, mau estar, e de um cinza profundo que lhes invade a alma e ou deixam com aquele olhar de desespero, que entra em mim, e que não consigo deixar de lembrar… é como se fosse um eco, que vem do fundo e permanece sempre, sem ter hora de dormir, sem ter hora de comer, sem ter hora de não sentir…

 

 O mundo é tão pragmático como anedótico… por um lado morrem de excesso de comida, por outro morrem de fome… mas o mais estranho, é que se faz mais esforços e investigações para ajudar os que morrem de excesso, do que os que morrem de não terem nada…

 

O mundo é tão cómico, que é preciso um rei deixar o protocolo e a diplomacia de lado, para mandar calar um pateta que nem sabe bem o que diz, só sabe que diz e o mundo ouve… E no fim, o pateta sai magoado, e continua a ser mais pateta, e o mundo continua a ouvir as patetices…

 

O mundo é tão vazio, que todos estão preocupados em abolir a pena de morte aos humanos que matam, violam, e cometem as atrocidades mais abomináveis contra a própria humanidade… No entanto, diariamente mandam animais para a pena de morte, para o abate, porque são abandonados, porque prolifam nas cidades sem controlo, porque nadam nos pântanos que eram deles à milhares de anos, mas que agora alguém resolveu construir um condomínio privado… e nisto, ninguém fala, ninguém grita, ninguém ouve…

 

A natureza está zangada, farta da nossa existência parasita desenfreada, todos os dias imite sinais de alerta, e ninguém ouve ou quer ouvir…

 

Neste preciso momento, estão milhares de animais a ser mortos em frente aos filhos, por homens com facas, tacos de madeira, ferros, eléctrodos, ou injecções…

 

Neste preciso momento, estão milhares de animais a ser expulsos dos seus habitas naturais, e já não tem para onde ir….

 

Neste momento estão mães e pais com os seus filhos a morrerem nos braços, de fome, sida, sede, dor…

 

Neste momento, eu, tu, nós… estamos a contribuir para que tudo isto possa ser feito pelo simples facto de não fazermos absolutamente nada, para o impedir, ou até para o não permitir…

 

Vamos fazer alguma coisa?

 

Lisboa, 21 de Novembro de 2007

Sandra Duarte Cardoso

www.sosanimal.com

publicado por Sandra Cardoso às 23:29

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Eu e a minha malta... nas tardes da Julia (TVI)

 

publicado por Sandra Cardoso às 13:49

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Maria dos olhos doces...

Os animais tem a compreensão dos sentimentos muito mais apurado do que nós… e embora andem a gritar que somos os seres mais avançados da terra, para mim somos um bando de ignorantes deslumbrados com a sua própria existência, totalmente cegos ao que realmente é importante e que pode contar entre sentir ou simplesmente existir…

 

E quando sinto que o fim do planeta está próximo e que nos vamos finalmente ser extintos… tenho pena daqueles que não tiveram opção, os animais, as crianças e pouco mais… tenho pena das plantas, das arvores, da agua… de tudo o que já estava e que nos deu tudo, e que nós simplesmente destruímos, vendemos, mata-mos…

 

Abro a janela e vejo que mesmo depois de tanta maldade de tanta crueldade, a natureza ainda é grandiosa e bondosa para com os homens! Os animais continuam a esperar de nós coisas boas, e correm para as nossas mães, para serem abandonados, mortos, mutilados, violados, esfolados vivos, comidos, vestidos… etc.…

 

Estranho não é? Comigo aqui em fazem aqui me pagam… ou aqui me fazem e nunca mais dou oportunidade para repetirem a dose… Com eles perdoam tudo, não esquecem, como algumas mentes brilhantes alegam!!!! Eles não sabem é o que é o rancor, nem a vingança…

 

A Maria foi a uma das nossas campanhas, estava triste, prostrada e tinha decidido que não ia viver mais… eu li nos olhos dela…

Trouxe-a cá para casa e apresentei-a ao meu pedaço de mundo, e ela no minuto seguinte, correu, comeu, bebeu, e brincou! E os meus animais deram-lhe mil beijinhos, a cama, a comida, as boas vindas! Não é a mesma cadelinha assustada e triste, é uma cadela feliz…

 

A semana passada algum ser evoluído, lembrou-se de meter 5 cadelinhas de 2 semanas num saco plástico e meteu-as no caixote do lixo! Alguém viu e pediu-nos ajuda.

Vieram cá para casa,  é complicado tratar de 5 pequeninas e trabalhar ao mesmo tempo!  Ainda por cima, não tenho horas de chegar só de sair... De 2 em duas horas há o leitinho, serem estimuladas, e claro precisam de muitos carinhos! Mas dentro da caixinha, lá andaram a traz de mim, e embora ande numa altura péssima, sem horários de acabar o trabalho, tudo se faz…

 

No 3 dia estava muito preocupada com elas porque estavam sempre molhadas e pedi a brincar a Maria (cadelinha do canil), para me dar uma ajuda… Para meu espanto, ela saltou para dentro da caixinha e começou a lamber as meninas e dar as maminhas, sem leite… Desde esse dia, adoptou as pequeninas, é uma mãe exemplar e até quando lhes dou o leitinho no biberão ela fica preocupada e não sai de perto de mim… Com o maior carinho e dedicação adoptou as pequeninas…

 

É aqui que toda a minha tese de que não valemos nada, e que temos tudo a aprender com os animais, ganha mais e mais peso em mim…

Sempre disse que queria adoptar uma criança, e desde de que vi com os meus olhos os orfanatos e centros onde permanecem, que deixou de ser um desejo para ser um objectivo primordial na minha vida.

Cada vez que digo isto, fica tudo escandalizado a olhar para mim, como se eu fosse alguma maluca, e vem cm as teses de que é muito complicado, porque os miúdos vem cheios de problemas e traumas, e dizem-me com cada disparate que eu fico absolutamente parva como é pessoas que tem filhos podem ser tão programáticas e vazias de solidariedade com outras crianças, mas enfim… é no mundo que eu vivo… partilho as minhas experiências, falo do que tenho visto e sentido nestes últimos anos, e conto como eles são carentes de amor, como são receptivos de palavras, e como desejam a mais básica das coisas, ter uma mãe e um pai… ou um dos dois, não são esquisitos!

Falam sempre do facto de não ser do meu sangue, como se isso fosse alguma coisa de importante, e do facto das outras crianças, ou seja os filhos que andam a criar, irem gozar com as crianças adoptadas, por serem de cor diferente dos pais, ou algo do género…

 

Francamente não consigo alcançar este raciocínio, e aguardo com imensa ternura o dia em que poderei ser mãe de uma criança que não tem o que todas deviam ter e muitas até nem ligam nenhuma!

Eu e o Pedro costumamos imaginar se é menina ou menino, e como será ser pais de tanto cão e de putos ao mesmo tempo… Temos a tendência de tentar organizar as coisas mentalmente… e não nos importa francamente nada das coisas que nos dizem… vamos amar todos da mesma forma, assim como a Maria que é bege e não tem leite, e adoptou 5 cadelinhas pretinhas que chupam nas suas maminhas só para adormecer…

 

Como o mundo é cruel, a data que escrevo estas linhas, já morreram duas nas minhas mãos, e a Maria chorou ao meu lado a dor de ver um bebe sofrer e perder a vida entre os dedos que as apertam… tenho vontade de gritar tão altoooooooo, tenho vontade de berrar durante dias, tenho vontade de me deitar ao lado delas e esquecer que existe mundo lá fora… tenho vontade de levar os corpinhos delas e as lembranças de deixaram em mim, para a praça publica, e gritar bem alto, aqui tem o resultado de não esterilizar, de abandonar de ser estúpido e atraso, de ser ganancioso e ignorante…

 

Ao menos elas tiveram uma mãe, é o que digo a mim mesma e a Maria para a consolar… tiveram duas Maria… mas foi pouco muito pouco… tão pouco…

Quase nada no meio do tudo…

 

Não acredito no céu… mas se existir, o meu é um campo cheio de flores, com um riacho, onde não existe frio, nem fome, nem sede… Onde tudo é limpo, onde todos partilham o que tem… onde não existe barulho… e onde durmo ao sol, com todos eles em meu redor… assim até podia existir eternidade…

Para o inferno não devo ir, porque já cá estou a 28 anos…

 

 

Adeus minhas pequeninas…. Até lá….

 

Lisboa, 16 de Setembro de 2007…

Sandra Duarte Cardoso

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publicado por Sandra Cardoso às 00:06

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Domingo, 2 de Setembro de 2007

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publicado por Sandra Cardoso às 21:15

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

2 anos...

2 anos meu amor… de amor… O tempo já por si, é curto, é rápido, e invisível… apenas representado nos relógios que tanto encanto causa em mim e rombo no orçamento em ti! A verdade é que tudo no passado me fascina, e tudo no futuro me inquieta, por isso, eu e provavelmente muitos de nós vivemos nesta espécie de ansiedade no tempo, com o tempo… Quando te conheci passava umas das fases mais giras da minha vida, tinha o sol, o mar, os meus amigos cheios de tempo como eu, projectos, sonhos, e uma vontade de viver enorme, nascida de um despertar difícil de um episodio marcante que a vida me tinha reservado! Estava já de pé, com a minha casa finalmente pronta, e a tentar organizar a desorganização que tinha sido aquele ano… Mas como no verão tudo custa menos, andava nas nuvens de bem disposta e com vontade de VIVER! Confesso que no inicio, as minhas intenções eram francamente curtas! Andava naquela fase em que cheirava muitas rosas á procura de um perfume, aliás andava numa de amigos, curtir a noite e o dia, e nada de coisas complicadas ou de responsabilidade… Tu não és realmente complicado, agora sei que o que via nos teus olhos, é o que tu és na realidade… És um homem doce, terno e verdadeiro… Nem sempre me pareceste assim, ao inicio achei que até ia ser giro fazer de ti gato sapato, porque eras um convencido, depois achei que eras um mentiroso, e mais tarde, que tinhas de ser internado no Júlio de Matos, devido a perturbações mentais de grau desenvolvido! Mas verdade se diga, tiveste umas ajudas divinas, e cativas-te os corações certos, que de alguma forma ajudaram muito para que eu não desistisse e coloca-se um ponto final a isto tudo! O início do nosso namoro foi uma espécie de novela mexicana com David Linch! Aliás, mais bizarro ainda que o David Linch! Se o Twin Pikks foi estranho, quando fizerem um filme do livro que tenciono escrever, será um Best Seller, devido ao surrealismo e bizarrismo que irá conter! Mas agora que tudo é tão longínquo, até me apetece rir! E como os nossos amigos diziam, esta merda é o CSI Lisboa versos Parede! No fim já nem piada já conseguia achar, é que ao menos que seja um surrealismo inteligente, gente estúpida e limitada é que eu não aguento! Depois do capítulo da “Gorda Maluca Psicótica Adultera Portadora de Hobits”, passamos para o capítulo “namoro a sério sem malucos”, e sem perceber bem como, em vez de ficar mais longe de ti, e meter a boca no trombone e acabar com a merda da brincadeira, fiquei unida a ti, calma e em sintonia… e quando dei conta, éramos uma espécie de lapas, agarrados um ao outro! E se parece que sempre assim foi, também parece que é pouco tempo, e que viver contigo todos os dias da minha vida é algo natural… Contigo descobri que existe paz, tranquilidade, honestidade no amor… aprendi que o amor pode ser construído de diversas fases, e que nem tudo o que sempre pensei que fosse assim, o é! Comecei amar-te antes de perceber, e sinto o meu peito preenchido até hoje… Não vou dizer que tudo é perfeito, porque tangas, não é o meu forte… és humano, eu também… Mas sinto que tentas melhorar o que me incomoda, e colaboras! Não o suficiente ainda, tá! A que sempre manter a vontade de evoluir! Porque certo, só a morte… Adoro como olhas para mim, adoro essa tua vontade de estar sempre junto de mim… adoro como me cheiras… e como dizes que me amas… e o orgulho como dizes que eu sou o amor da tua vida… Eu também e milhões infinitos abertos! Hoje há festa!
publicado por Sandra Cardoso às 23:47

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publicado por Sandra Cardoso às 22:31

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Intercambio de animais!

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publicado por Sandra Cardoso às 21:42

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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Alvaro Charneca!

Quando era pequena dizia que ia ser Escritora de histórias fantásticas a part-time e médica das baleias!!! O meu pai fartava-se de rir, e dizia sempre que com o tempo eu acabava por crescer e ia ser Advogada ou algo do género, UM EMPREGO SOLIDO!

Para desgosto dele, nunca cresci realmente, e a minha passagem pelo direito resumiu-se ao exame de admissão na Católica e a rápida escapada para MACAU para fugir aquele inferno! Sei lá porque até tive boa nota, mas eu não fui talhadas para ser Advogada! No mínimo ia mandar os culpados para a cadeia e ser espancada pelos meus colegas e juízes!

 

Mas em pequena eu queria era salvar o mundo, nadar com as baleias, golfinhos em mar alto, brincar com as focas, correr com os cangurus, abraçar os macacos, e as preguiças, viver no meio dos gorilas dos cães dos gatos das panteras e esquecer que existia civilização!

 

Sempre vive em Lisboa, Av. da Liberdade foi a minha casa durante toda a minha infância, aprendi a ler Lisboa como a palma das minhas mãos, sabia onde era tudo e nunca me perdia! Quando ia para a escola, parava nos jardins e contemplava Lisboa, ficava deslumbrada com a luz, com o mar, com os prédios antigos, que imaginava logo as remodelações!!!

No quadro o que estragava era o excesso de carros, lixo, barulho e o lixo humano que em Lisboa abunda… desde os pedófilos do Campo Santana e Parque Eduardo VII aos xungosos de Chelas e arredores que passam os dias com cães treinados para atacarem outros e afins…

 

No verão delirava com a praia, a costa da Caparica era por excelência território de brincadeira… e liberdade…

Era uma miúda traquina mas fácil de aturar segundo os meus pais e a Tia Eduarda, que na ausência de piscina, arranjava um alguidar e eu ficava horas na quinta a sonhar, a chapinhar, a brincar com o Tarzan e os gatos do vizinho da quinta do lado! Não tinha animais meus, a minha mãe tinha a pancada das limpezas e nunca nada era duradouro para ela, por isso partiu-me o coração meia dúzias de vezes por causa dos animais….

 

Mesmo nessa altura de vez em quando apareciam uns desgraçados abandonados por ali, eu chorava pedia para os recolherem, mas as pessoas dali só lá passavam ferias e eles no verão ainda comiam e tinham festas, mas no Inverno ali ficavam, e muitos eu já não os voltava a ver… Sentia-me pequena e impotente, ficava raivosa com todos e dizia que quando fosse grande me ia vingar! Iam todos para o lar! Não ajudavam os animais quando precisassem de ajuda, eu cá estava para lhes tratar da saúde!

 

Mas finalmente cresci, pelo menos em corpo, e embora não tenha sido médica das baleias, nem escritora de histórias fantásticas, continuo a achar que cada um de nós pode fazer a diferença e ir salvando o mundo que tem pelo menos ao seu alcance…

Já não vou para lá de férias, nunca tenho tempo, e já não entro dentro do alguidar para tomar banhos de sol, o Trazan já morreu, e já não tenho com quem brincar, mas tenho a mesma vontade de fazer alguma coisa para mudar o que esta errado…

Não os meti no lar, e com o tempo vou tendo umas vitorias e a minha família começa a ver os animais com outros olhos e a compreender esta minha luta… nem todos ainda entendem, mas a ameaça do lar vai resultando!

Já concordam que está errado abandonar e maltratar os animais desta maneira, já vão tolerando as minhas missões e ausências devido ao trabalho com os animais… Já vão protestando com os vizinhos que tem uma conduta menos boa com os animais, e já vão passando a palavra…

 

Está errado, esta gente ir de ferias e abandonar os animais nas ruas, nos canis, ou ligar para a associações a dizer que já não podem ficar com o bicho e adeus!

Ora se não tem capacidade económica nem mental para ter um animal, não tenham! Não são obrigados, nem engravidam sem querer de animais! Por isso ter um animal, é apenas e só uma escolha! Não há cá desculpas como tem para os filhos, a pílula falhou, o preservativo estava roto, não sabia que se engravidava bla bla bla… eu oiço e vejo com cada coisa nas maternidades que nem vos passa pela cabeça! As vezes tenho que contar até dez para não as tratar mal e dar um par de estalas naquelas caras deslavadas!

 

A paciência anda a encurtar com a idade, mas francamente, não há quem aguente tanta estupidez, irresponsabilidade e falta de ética junta!

 

Voltando a Charneca, num dos fins-de-semana que lá foi, dei com um canito com uns 3 meses abandonado no caixote do lixo! Embora o meu pai não tenha dito nada, o meu faro é pior que o dos cães e depressa dei com ele, ali esquecido, triste, cheio de carraças… estava gordo, mas estava vazio de tristeza…

Mal me viu ficou submisso e adorou festinhas, os meus cães deram-lhe umas lambidelas e não demorou nada para ele vir a traz de mim e entrar para casa!

Era enorme, parecia já adulto, mas afinal, depôs de ver os dentinhos, era um bebe, e so queria colo como bebe que era…

 

Todos protestaram, o cão estava cheio de carraças e doenças, alegavam! Mas eu para variar nem ouvi metade, meti o cão no carro e vim embora, o meu Pedrocas veio meio trombudo porque já cá tinha mais, mas depressa lhe passou, e o canito que entretanto ficou a chamar-se ALVARO (porque tinham umas sobrancelhas iguais ao do Sr. Álvaro Cunhal), e CHARNECA ( porque veio de lá)!

Estava doentinho, mas depois de umas idas ao Tio Roberto, e umas picas minhas, ficou fino e lindo! Crescia a cada dia que passava e quando eu ia a rua com ele era ele que me passeava! Foi complicado tê-lo cá em casa ainda uns 2 ou 3 meses, mas valeu a pena!

Arranjou uma mãe cinco estrelas, com espaço e amor para dar! No dia que foi embora chorei… de saudade e de felicidade, porque ao menos mais este, eu vou voltar a ver, e não se vai perder nas ruas da charneca!

 

Esta não é uma história fantástica, mas é a realidade da minha vida e da vida destes bichinhos que se cruzam comigo…

 

 

 

publicado por Sandra Cardoso às 18:56

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